Sou daquelas que precisa falar...
Quem me conhece de verdade, ali no olho no olho, sabe que eu sou boa de papo e adoro uma boa conversa. Uma ruim também. Chego pra trabalhar e antes de qualquer coisa, sempre tem alguém no café e ali mesmo nascem histórias. Na hora do almoço, é a mesma coisa, de perder a hora de tanto que se fala. Em casa, sozinha, já conversei com os azulejos, da cozinha e do banheiro, dei entrevistas longas e engraçadas no chuveiro, pro Jô e pra Marilia Gabriela, reclamei baixinho pra cama e pro espelho. Dei bronca nos brinquedos do Lucas e risadas com minhas almofadas. Puxo papo no elevador, sou a melhor amiga da vizinha, da Fatima Bernardes e conselheira do Seu João, zelador. Só Romilso, o moço do lixo, que não me topa muito. Também, eu continuo dificultando o trabalho dele, e não consigo descer o lixo antes das 18h. Falo online e off-line. Escrevo todos os dias, às vezes vira post, às vezes no blog, muitas vezes pra mim, num bloco de notas de umas mil páginas já. Às vezes dá preguiça falar, tem horas que falar demais é perigoso e tem gente que não merece nossa voz, aí falo comigo, mentalmente, eu e meu cérebro, duas matracas. Se me chamam pra 2 minutos num bate-papo, fico 2 horas...poder de síntese zero. Mas preciso disso. Preciso falar, escrever, por pra fora em verso e prosa, quase que uma necessidade teatral e superlativa. Uns me tacham de exibida, outros me incentivam cada vez mais. “Escreve um livro!”, ok, quem sabe este seja o Prólogo?
E além de falar, gosto de quem fala comigo. Gente de verdade, que fala queném eu, me entende na 2ª linha, gente que não tem frescura, que puxa uma cadeira e vai sentando...Gente que parece amiga de infância, que vc não vê há anos, mas basta uma frase pra intimidade voltar cheia de lembranças. Gosto de gente que aprecia um fim de noite na mesa da cozinha, que vai pegando o farelo do bolo e comendo, que senta no chão com perna de índio, que pode ter todo glamour do mundo, mas toma sorvete de casquinha e limpa a boca com o canto do braço. Que fala de um jeito honesto, que recebe de coração aberto, anda de pés descalços e faz seu melhor sorriso pra foto. Gosto quando a pessoa abraça e a gente sente o coração, gosto de aperto de mão e de sentir vontade em ficar mais um pouquinho. Não gosto de gente montada, inventada, artificial, sem um quê de baunilha na vida. Mas dessas, eu não vou falar. Hoje, a vontade era essa, dizer que sou assim, faladeira e de verdade. Pena que raros respondem. Pronto, falei!
Não me peçam ordem, cronologia, coerência. Pra uma virginiana com TOC são 40 anos de “certíces”. Não tive uma grande extrapolada.Tive rompantes. Daí a vontade em explodir e minha melhor forma é em texto, entrelinhas, etecéteras. Solto palavras, ora doces, ora destemperadas. Misturo a receita: sovo a massa, taco doce de leite, jogo um côco ralado e saio enrolando. Enquanto não viro livro, vou assim, "rocambolando". Quer um pedaço? Boa leitura!
quinta-feira, 3 de março de 2016
A LOUCA DO TECIDO
Ontem teve circo.
Palhaço, mágico, trapezista, globo da morte e até um gorila.
Crianças eufóricas. Mães felizes com a diversão dos seus pimpolhos.
De repente, entre trapalhadas e malabares surge ela: a louca do tecido.
50kg de um corpo escultural e muita flexibilidade envoltos num micro maiô nude e turquesa pegado no paetê.
No rolar e enrolar de panos, a única preocupação era encaixar os pés e mãos nos lugares certos, pra deslizar feito pluma a uns belos metros do chão.
Maridos boquiabertos. Filhos hipnotizados.
E por um milésimo de segundo antes do próximo tranco no pano, desejei tanto ser a moça do tecido. Desejei desligar de todos os meus checklist mentais, dos compromissos com a casa, com a volta ao trabalho, com a rotina tão automática, com as respostas prontas...
Não pelo corpo (um pouco vai...rs), nem por ingratidão à minha vida que amo!
Mas pelo lúdico. Pela magia. Pelo mistério de desaparecer diante de nossos olhares curiosos.
Por olhar de cima rostos tão carentes de adrenalina, vidas mais de ponta cabeça que a dela. Fechei os olhos e desejei ser naquele instante, o centro das atenções. Pra receber os aplausos sozinha. Causar um magnetismo que nem fazendo o melhor jantar, vou conseguir.
Talvez ela seja solitária lá do alto. Talvez ela não tenha grupos no whats, mas invejei essa solidão. Invejei os momentos de risco, a quantidade de "oooohhh"da platéia. Invejei aquele foco de luz naquele rosto maquiado. O silêncio concentrado no próximo passo no ar. Será que ela chora no banho?
Será que ela se cobra por perfeição?
Será que a coluna dela também dói? Ela faz mercado? Faz planilhas?? Paga contas? Toma umas? Marca médico pros filhos? Tem amigas?
Não sei dizer, mas invejo.
Invejo a moça louca..., a moça que preferiu o circo. A moça que treina desafios diferentes dos meus, a moça que voa louca e equilibradamente. Que fica lá no alto, se contorcendo e se exibindo pra minha vida, tão cheia de truques, tão pés no chão.
PING PONG
... ele pingou queném bolinha de ping pong, pra lá e pra cá nesses últimos 2 meses.
Sofreu quietinho, como um rapazinho, sem reclamar de nada, nadinha.
Ora numa vovó, ora na outra, entre um mergulho de piscina, uma bola de sorvete e um choro na madruga, 60 dias de rasgar o coração, a 70km do seu sorriso.
E o coração só ficou calmo e conseguiu por a vida pra andar, por causa dessas pessoinhas, mais que especiais, que me ajudaram a fazer da saudade e da distância, força pra encarar tanta mudança de uma vez.
A cabeça a mil com tanta coisa pra resolver, tanta novidade pra absorver, tanto cérebro pra fritar. Rir com vontade de me estraçalhar por dentro, a cada foto enviada, cada notícia dada, cada ligação interrompida por uma reunião. Como foi difícil andar pela casa ainda vazia sem tropeçar nos seus trashwells, ligar sua tv e assistir sozinha o Mister Maker fazendo uma centopéia de meias...duro foi explicar que faltavam alguns dias pro próximo fim de semana e ensinar vc a contar luas...Mas as coisas estão se ajeitando, ele chegou pra ficar, pra por ordem na nossa rotina e pra dar mais sentido às loucuras que a gente faz por ele.
Às vezes me pergunto como vc conseguiu entender tão bem tudo isso? De repente sumiu seu quarto, sua escola, seus amiguinhos...
Tudo bem que vc achava que a gente ia mudar de planeta, mas não achei um carreto pra Júpiter. .. "Agora a gente mora no Itu né mãe?"
Obrigada, mais que obrigada mamy Tania Kerpen Rovini), dinda Maria Ines Kerpen), irmã Viviane Martins), sogritcha querida Sirley Bortolo) e Sonia Sonia Bortolo).
5 ombros na minha vida, que durante esse tempo foram meus olhos, braços e coração. O ping pong graças a Deus teve fim, vencemos a partida. Agora começa o desafio pra valer! Talvez mais longo, com mais sets, onde o importante é manter a bola em jogo e o fair play!
EXAGERANDO
Meu apelido?
S-U-P-E-R-L-A-T-I-V-A!
Porquê?
Porque eu adooooooooooooro um exageeeeeeeeero!
Sou daquelas que conta a história e mexe os braços, põe aspas, e fala com as mãos. Tudo comigo é sempre maior, mais dramático, mais intenso. Uma chuvinha vira uma enchente, um empurrão de leve vira um arrastão, um probleminha e o mundo desaba todinho, caindo só na minha cabeça. Mas quem me conhece também sabe que meu abraço é dos mais fortes, meu sorriso dos mais largos e minha alegria explosiva!
E lá vem o Senhor destino com tamanha ironia, me levando pro lado onde tudo é ão!
A empresa não vai ficar ao lado de casa, fica do ladão, a escolinha do Lucas, pertão! As pessoas estão me acolhendo de montão.
O coração chega sair guela fora tamaaaaaaaaanha a felicidade, a ansiedade, a gratidão.
Desculpem os amigos, se foi de supetão, mas comigo tinha que ser assim, se não não combinava. Vou deixar Sampa guardada no peito, porque foi a cidade que me deu tudo, mas não me deu a paz e a qualidade que meu mundo de hipérboles desejava taaaaaaaaaaaaaaanto!
E me despeço assim, com muitas vogaaaaaaaaaaaaaaais de emoçããããããão, muitos pontos de exclamação, looooooooouca pra contar em breve, como será o vidão, de um olhar graaaaaaaaaaande angulaaaaaaaaar, cheio de agradecimento, expectativas e vontade de vencer. Cidade dos exageros, você é meu número! Tô chegaaaaaaaaaaaaando Ituuuuuuuuu!
Porquê?
Porque eu adooooooooooooro um exageeeeeeeeero!
Sou daquelas que conta a história e mexe os braços, põe aspas, e fala com as mãos. Tudo comigo é sempre maior, mais dramático, mais intenso. Uma chuvinha vira uma enchente, um empurrão de leve vira um arrastão, um probleminha e o mundo desaba todinho, caindo só na minha cabeça. Mas quem me conhece também sabe que meu abraço é dos mais fortes, meu sorriso dos mais largos e minha alegria explosiva!
E lá vem o Senhor destino com tamanha ironia, me levando pro lado onde tudo é ão!
A empresa não vai ficar ao lado de casa, fica do ladão, a escolinha do Lucas, pertão! As pessoas estão me acolhendo de montão.
O coração chega sair guela fora tamaaaaaaaaanha a felicidade, a ansiedade, a gratidão.
Desculpem os amigos, se foi de supetão, mas comigo tinha que ser assim, se não não combinava. Vou deixar Sampa guardada no peito, porque foi a cidade que me deu tudo, mas não me deu a paz e a qualidade que meu mundo de hipérboles desejava taaaaaaaaaaaaaaanto!
E me despeço assim, com muitas vogaaaaaaaaaaaaaaais de emoçããããããão, muitos pontos de exclamação, looooooooouca pra contar em breve, como será o vidão, de um olhar graaaaaaaaaaande angulaaaaaaaaar, cheio de agradecimento, expectativas e vontade de vencer. Cidade dos exageros, você é meu número! Tô chegaaaaaaaaaaaaando Ituuuuuuuuu!
BBB E BLÁ, BLÁ, BLÁ
BBB e BLA BLA BLA
(Por Cris Rovini)
(Por Cris Rovini)
Salve, salve, amigos da nave mãe!
Hoje é dia de estreia de BBB e também daquela enxurrada de malas nas redes sociais reclamando do programa e mimimi e blábláblá.
E quem são eles?
Os mesmos cricris que expõe sua vida de maneira escancarada, seja com opiniões, discussões, discursos políticos, viagens, felicidade ao extremo, dica de receita sem glúten, testes pra saber que “florzinha são” ou “qual celebridade se parecem”, cachorrinhos sofrendo maus tratos, crianças desaparecidas, frases do Chapolim, vídeos de música, indiretas morais, fotos fitness, os que dão checkins pra tudo, mal humorados e reclamões diários de seus trabalhos, do tempo, do trânsito, do chefe, de dinheiro, do ex namorado...e os “cults” - que mal comentam um link, apenas copiam e colam e nem percebem que muitas vezes é vírus!
São melhores que nós porque SIIIIIIIIIIIIIIIM, gostamos de um reality show???
São melhores que nós por não bisbilhotarem a vida dos outros e fazem a linha tenho nojo desse programa?
E me digam vocês, o que o Facebook é, se não uma grande casa de vidro, que expõe tudo e todos a todo momento, tirando a concentração do trabalho, do trânsito, de uma conversa no restaurante?
Toooooodos estamos viciados nesse mundo de espionar, todos estamos com o celular na mão, seja pra checar e-mails, mandar SMS, ler Whats, curtir um link, compartilhar uma foto, fazer uma ação de publicidade ou pra nos exibirmos e ME INCLUO em tudo também.
ADOOOOOOORO UMA EXPOSIÇÃO, E VOU A LOUCUUUUUUUUUURA COM MAIS DE 30 CURTIDAS NOS MEUS POSTS.
Libera endorfina, sabiam? E endorfina deixa a gente muito, muito feliz!
E quem é triste no face?? Quem conta problema?? Somos lindos, felizes, ricos, viajados, amados, temos a melhor família do mundo, o filho mais engraçadinho, o fim de semana mais agitado, o pôr do sol mais brilhante, o namorado mais apaixonado. APARÊNCIAS!!
Futilidades tão vazias quanto nossos Brothers, coisas que só interessam a nós, mas que temos necessidade em postar.
E somos tão solitários, mesmo com 300, 500, 800 amigos. Quem tem 500 amigos de verdade, me digam???
Uma intimidade sem fim com eles, que às vezes perdemos a noção de nossos próprios comentários e deixamos que invadam nosso espaço, comentem o que quiserem, apenas curtimos, temos que curtir!!! Afinal quem não curtiu, não viu!!! E nem dá pra mandar pro paredão!
Então porque criticar os que querem se exibir de verdade? Os que são belos, têm corpos bonitos, são saudáveis, burros até, mas genuínos a ponto de serem cobaias expiatórias em busca de dinheiro sim, pra melhorarem de vida???? Não é de dinheiro que reclamamos no face, todo fim de mês??
Muita bunda na TV! E no Carnaval tem o que?
Muita baixaria!! E quando seu time perde, você faz o que? Briga com seu amigo publicamente xingando até a nona geração da mãe do coitado! Ou o atazana no trabalho quando ganha! Pra se mostrar! Pra ser mais que o outro!
Muita futilidade! E postar foto de comida e esmalte, é o que? (mas eu aaaaaaaaamo!)
Muita burrice!!! E discutir política????
Muita inveja! E quando seu ex posta foto com a atual, você não quer morrer???
Muita falsidade! E vai me dizer que vc realmente ia lembrar de todos os aniversários dos seus amigos, se o face não te “lembrasse”?
Manipulação??? Tudo combinado??? Ok!!!!! Trabalhei 10 anos nos bastidores de TV, com o maior comunicador da televisão brasileira, sei como funciona, sei os ingredientes e sei que dá certo!
Não quero convencer ninguém a gostar desse tipo de programa, assim como ninguém me convence de que malhar é mais gostoso que sorvete.
Não quero ofender quem faz os mimimis, até porque meus amigos são tranquilos e sabem levar meus textos com bom humor (os que não levam, eu excluo mesmo...rs).
Mas deixem quem gosta, simplesmente gostar!!!! Deixem que durante uma horinha por dia, nossas mentes já tão cobradas por compromissos, responsabilidades, coisas sérias, nossas vidas tão perturbadas pelas crises, violências, críticas, impunidade, sejam invadidas pelo nada, pela futilidade, pelo voyerismo, porque gostar de nada também faz um bem danado pra pele!!
Não somos mais ou menos cultos por isso. Somos mortais, desencanados, leves e assumimos nosso lado alienado, assim como assinamos Discovery Chanel, vamos ao teatro, curtimos uma boa música.
E a propósito, sou publicitária, pós-graduada em Comunicação Social, trabalho há mais de 20 anos na área, sem qualquer indicação de ninguém, ganhei todos os concursos de redação que me inscrevi, prêmios literários de poesia com medalha e tudo, escrevo 3 blogs, leio 4 livros por mês, reviso textos, devoro todos os sites de notícias, me formei em Ballet pela Royal de Londres e garanto que fazer 32 piruetas é bem mais complexo que curtir um link da Folha, mais entendo do que falo 2 línguas, conheci metade do mundo sozinha, faço palavra Cruzada Difícil, jogo Master, xadrez e Perfil ( e tem quem me ache uma chata por isso). Chorei a morte de Foucault, leia Fucô (meu filósofo preferido, e eu só tinha 9 anos). Fui da geração que se encontrava no vão do Masp pra ir ao Espaço Unibanco assistir Amarelo Manga, sei de cor a biografia de Dostoiévski, amei loucamente os anos 80, e “estou farta do lirismo comedido, do lirismo que não é libertação”, tal qual Manuel Bandeira!!
Hoje é dia de estreia de BBB e também daquela enxurrada de malas nas redes sociais reclamando do programa e mimimi e blábláblá.
E quem são eles?
Os mesmos cricris que expõe sua vida de maneira escancarada, seja com opiniões, discussões, discursos políticos, viagens, felicidade ao extremo, dica de receita sem glúten, testes pra saber que “florzinha são” ou “qual celebridade se parecem”, cachorrinhos sofrendo maus tratos, crianças desaparecidas, frases do Chapolim, vídeos de música, indiretas morais, fotos fitness, os que dão checkins pra tudo, mal humorados e reclamões diários de seus trabalhos, do tempo, do trânsito, do chefe, de dinheiro, do ex namorado...e os “cults” - que mal comentam um link, apenas copiam e colam e nem percebem que muitas vezes é vírus!
São melhores que nós porque SIIIIIIIIIIIIIIIM, gostamos de um reality show???
São melhores que nós por não bisbilhotarem a vida dos outros e fazem a linha tenho nojo desse programa?
E me digam vocês, o que o Facebook é, se não uma grande casa de vidro, que expõe tudo e todos a todo momento, tirando a concentração do trabalho, do trânsito, de uma conversa no restaurante?
Toooooodos estamos viciados nesse mundo de espionar, todos estamos com o celular na mão, seja pra checar e-mails, mandar SMS, ler Whats, curtir um link, compartilhar uma foto, fazer uma ação de publicidade ou pra nos exibirmos e ME INCLUO em tudo também.
ADOOOOOOORO UMA EXPOSIÇÃO, E VOU A LOUCUUUUUUUUUURA COM MAIS DE 30 CURTIDAS NOS MEUS POSTS.
Libera endorfina, sabiam? E endorfina deixa a gente muito, muito feliz!
E quem é triste no face?? Quem conta problema?? Somos lindos, felizes, ricos, viajados, amados, temos a melhor família do mundo, o filho mais engraçadinho, o fim de semana mais agitado, o pôr do sol mais brilhante, o namorado mais apaixonado. APARÊNCIAS!!
Futilidades tão vazias quanto nossos Brothers, coisas que só interessam a nós, mas que temos necessidade em postar.
E somos tão solitários, mesmo com 300, 500, 800 amigos. Quem tem 500 amigos de verdade, me digam???
Uma intimidade sem fim com eles, que às vezes perdemos a noção de nossos próprios comentários e deixamos que invadam nosso espaço, comentem o que quiserem, apenas curtimos, temos que curtir!!! Afinal quem não curtiu, não viu!!! E nem dá pra mandar pro paredão!
Então porque criticar os que querem se exibir de verdade? Os que são belos, têm corpos bonitos, são saudáveis, burros até, mas genuínos a ponto de serem cobaias expiatórias em busca de dinheiro sim, pra melhorarem de vida???? Não é de dinheiro que reclamamos no face, todo fim de mês??
Muita bunda na TV! E no Carnaval tem o que?
Muita baixaria!! E quando seu time perde, você faz o que? Briga com seu amigo publicamente xingando até a nona geração da mãe do coitado! Ou o atazana no trabalho quando ganha! Pra se mostrar! Pra ser mais que o outro!
Muita futilidade! E postar foto de comida e esmalte, é o que? (mas eu aaaaaaaaamo!)
Muita burrice!!! E discutir política????
Muita inveja! E quando seu ex posta foto com a atual, você não quer morrer???
Muita falsidade! E vai me dizer que vc realmente ia lembrar de todos os aniversários dos seus amigos, se o face não te “lembrasse”?
Manipulação??? Tudo combinado??? Ok!!!!! Trabalhei 10 anos nos bastidores de TV, com o maior comunicador da televisão brasileira, sei como funciona, sei os ingredientes e sei que dá certo!
Não quero convencer ninguém a gostar desse tipo de programa, assim como ninguém me convence de que malhar é mais gostoso que sorvete.
Não quero ofender quem faz os mimimis, até porque meus amigos são tranquilos e sabem levar meus textos com bom humor (os que não levam, eu excluo mesmo...rs).
Mas deixem quem gosta, simplesmente gostar!!!! Deixem que durante uma horinha por dia, nossas mentes já tão cobradas por compromissos, responsabilidades, coisas sérias, nossas vidas tão perturbadas pelas crises, violências, críticas, impunidade, sejam invadidas pelo nada, pela futilidade, pelo voyerismo, porque gostar de nada também faz um bem danado pra pele!!
Não somos mais ou menos cultos por isso. Somos mortais, desencanados, leves e assumimos nosso lado alienado, assim como assinamos Discovery Chanel, vamos ao teatro, curtimos uma boa música.
E a propósito, sou publicitária, pós-graduada em Comunicação Social, trabalho há mais de 20 anos na área, sem qualquer indicação de ninguém, ganhei todos os concursos de redação que me inscrevi, prêmios literários de poesia com medalha e tudo, escrevo 3 blogs, leio 4 livros por mês, reviso textos, devoro todos os sites de notícias, me formei em Ballet pela Royal de Londres e garanto que fazer 32 piruetas é bem mais complexo que curtir um link da Folha, mais entendo do que falo 2 línguas, conheci metade do mundo sozinha, faço palavra Cruzada Difícil, jogo Master, xadrez e Perfil ( e tem quem me ache uma chata por isso). Chorei a morte de Foucault, leia Fucô (meu filósofo preferido, e eu só tinha 9 anos). Fui da geração que se encontrava no vão do Masp pra ir ao Espaço Unibanco assistir Amarelo Manga, sei de cor a biografia de Dostoiévski, amei loucamente os anos 80, e “estou farta do lirismo comedido, do lirismo que não é libertação”, tal qual Manuel Bandeira!!
E quer saber? Pode espiar a vontade!!!
Eu sou Cris Rovini – esposa, mãe, publicitária, QI 125, apreciadora de uma boa vodka, viciada em BBB e tenho sim o filho mais engraçadinho do face!! ESTAMOS DE OLHO!!
Eu sou Cris Rovini – esposa, mãe, publicitária, QI 125, apreciadora de uma boa vodka, viciada em BBB e tenho sim o filho mais engraçadinho do face!! ESTAMOS DE OLHO!!
A VIDA É MARA!
Sim, Pugli gata! A vida é mara!
Mas pra ela ser mara, temos que acordar de madrugada.
Sair de casa com a Lua porque é a única hora que dá pra mexer o corpo antes de trabalhar.
Temos que fazer uma dieta restrita pra manter a vida mara. Dieta Dukan é a última modinha da nutri. DukanRAAAAAAAAAALHO, eu diria!
800 calorias.
Diga pro meu corpo que depois de décadas se entupindo das orgias gastronômicas, que ele vai ter que se limitar à 800 calorias. Sem carboidratos!! Nem a batata doce entra!!
Mas você não tirou o estômago??? Sim!!! Tirei!!! Mas ficou uma parte e essa parte tem fome! Essa parte é a parte gorda, que pede a Nutella, a pizza, o japa, o glúten e o Mc.
Tiraria fácil mais essa parte, e tiraria o cérebro gordo também!
Porquê meu Deus?? Por quê comer é tão bom? Tão prazeroso?
Você já viu alguém de cara feia numa pizzaria? Num churras? Tomando um choppinho? Numa festinha infantil com aqueles mini dogs todos???
E parece que o corpo sabe que vamos interromper as ogrices.
Um dia antes eu já tava morrendo de dor de cabeça. O fato de ser segunda, primeiro dia útil do ano só piora o psicológico.
E o mundo tá de dieta. O face tá dieta. O Instagram tá de dietaaaaaaaaaaargggggghhhhhhtttttttt!
As pessoas parecem zumbis. Se olham e se arrastam. Só falam em exercício e postam suas saladas e tapiocas matutinas!!
Os Snaps da Pugli, acabam comigo. Ela continua mara! Foi das Maldivas à Trancoso mara! Ela, seu abdômen trincado e os suquinhos Detox. Tudo mara!
E não invejo você não! Te admiro pacas! Porque só tô há 1 semana fazendo a atividade física que não fiz na vida e a dieta mais restritiva do universo e já não me aguento em pé. Tudo dói até o último músculo do útero dói. Haja gelo!
Não é fácil ser mara! Levanto 10kg de uma porra de um peso nas pernas e olho desesperada pro prof pedindo o Samu, enquanto você dá show de treino a la Marramudras, todo, todo, todo santo dia! Sobe escada, desce muro, faz abdominal no chão batido de cimento, puxa ferro, pula corda, corre, corre, corre e se orgulha suada de cada gota escorrida! Realmente você vale cada foto de biquini, cada jaba e cada centavo que ganha, porque não é fácil ser mara! Tem que ter disciplina! Tem que ter rotina! Tem que ter amor próprio. E meu amor ainda é pela última esfiha de catupiry que comi ano passado. Nossa, e parece que faz tanto tempo!
20 minutos numa esteira pra perder 60 calorias. Ingeridas facilmente num engolir de salivas.
E dizem que dá prazer, que libera endorfina, que você fica viciada. Viciada no que??? Na vontade de sair da sala de tortura dos halteres, barras, supinos e ir comer um Alpino, isso sim!!! O que libera dentro de mim é um ódio, um ódio louco de lembrar que no dia seguinte tem tudo de novo. Sinceridade? Não vejo o menor prazer. Prazer eu tenho em reunir amigos, sair pra jantar, ligar pro delivery!
Ahhhh pronto, me condenem por reclamar de não caber nas roupas, ter um treco cada vez que postam meu corpo inteiro ou meu pior ângulo de pescoço!!
Normal! Todo mundo tem essa neura! E a minha era tanta que mutilei um órgão!
Recompensa ver a silhueta mais enxuta. Recompeeeeeeeensa!!
Talvez a endorfina esteja nessa parte. Recompensa as pessoas elogiarem, a auto-estima voltando toda alegrinha imaginando aquela calça branca. Ok!!! Já saí dos 110 kilos pros 69 e amei. Mas hoje o desabafo é sobre ser mais que isso. É sobre ser mara!!! Se manter mara!
Marido também tá pegado na neura, então imaginem o mal humor do casal. A gente não se fala, solta grunhidos um pro outro, escolhe juntos as roupas fitness coloridinhas e confortáveis que vai usar, traça planos e horários loucos pra que a malhação dê certo em meio a filho, trabalho e uma vida mara pela frente!
A geladeira é metade iogurte zero, metade peito de peru.
Não suporto mais olhar a castanha do Pará e ainda curto, mas acho que por pouco tempo, o tal do Dânio (que mata sua fome), mata o cuuuuuuuu! Não cobre nem o buraco do dente.
São 5 refeições: café, lanchinho, almoço, lanchinho, jantar. A vida é olhar no relógio esperando as 3 em 3 horas, às 7 que acaba a aula na academia e a hora do lanchinho.....a mais esperada, pra tipo comer 1 polenguinho. E nunca 1 polenguinho durou tanto e foi tão lentamente devorado.
A noite, antes de dormir, às 21h da noite (e perder tudo de legal que passa depois das 23h), última olhadinha na vaca (com carinho) da Pugli. E tá lá ela, linda, loira, magra e mara comendo sua couve de bruxelas com San Peter na maior felicidade!
Volta ódio, por ela, pela dieta e pela soneca, 5h30 (nunca acordei tão cedo na vida).
Uma vida baseada em números, da balança que só sobem, das calorias que só diminuem, da idade que avança, do preço alto que temos que pagar, pra sermos mara!
Vou ali comer 2 nozes que já deu 17h e meu velório será 07/01/2016 às 10h pra dar tempo de vocês irem malhar, fazerem seus lanchinhos e chegarem a tempo do meu último suspiro (que nem posso comer, porque é doce e doce não é mara!!).
Beijo da gorda,,
UM ANO TAPA NA CARA
2015 foi um ano que deixou todo mundo meio retardado da cabeça.
Adeus trânsito, metrô, enchente, violência. Olá qualidade de vida!
Dois minutos do trabalho pra casa, quem não quer?
Apê ensolarado.
Gatos felizes com passarinhos, grilos, louva-deus e lagartixas à disposição.
Praças, árvores, bicicleta. Avenidas com atletas correndo. Fim de tarde com açaí. Filho amando tudo.
Pessoas nas portas das casas, proseiam, sem pressa. Um bom dia a cada passo que dou. São esses “estranhos”, desconhecidos que nunca me viram, responsáveis pelo meu conforto. Mal sabem, num simples aceno de cabeça, o bem que me fazem.
Me pego saindo agitada do trabalho, cruzo um cara com facão e mal percebo a gentileza a me oferecer, neuras paulistanas.
Taxistas me pedem calma. “Vamos chegar em 3 minutos”. Não desacelerei ainda.
Traçar rota no waze beira o ridículo, 5 minutos a maior das distâncias.
O trânsito tem 4 carros.
O pôr do sol é rosa. O gato é o mais belo da cidade!
Na porta de casa, passa o caminhão de lixo, o de produto de limpeza, das verduras e frutas. E também o churros, a pamonha, o sacolé, a tapioca e o moço com a Bíblia.
Amigos, já tenho tantos. Na escola, na rua, no prédio, no cabeleireiro. Os de infância, do coração também estão aqui, e me acolhem, me guiam, me acalmam.
A “venda” vende fiado. Anota no caderno, confia mais na palavra que no cartão.
O moço do shopping entrega terno delivery. O da imobiliária vira amigo de face. Na padaria já sabem do que gosto e me chamam de Cris e o japa do hortifruti sempre avisa quando a manga tá madura. O motorista da rodoviária muda o caminho e deixa na porta do trabalho, pra fazer um “agradin”. As mães da escola sempre a postos, me salvam das febres e imprevistos de Lucas. Há tempos não ouvia: “precisando, me chama!” que sei, é de uma verdade do coração.
A tia da perua dá balas toda sexta e a da portaria cuida dele enquanto desço.
Lucas tá “falanu, cumenu e sabenu tudo de interioooooooooorrrrrrrrrrr”. “Moro no Itu”, lá onde acabam os prédios da estrada - diz ele.
Solidão? Não dá tempo, com 10 grupos no whats, cafés da tarde, buffets infantis e muita piscina.
Dieta também não dá.
Ok, não tem a melhor pizza, mas tem pão de bolinha, nem vida noturna, mas tem happy às quartas. A infra nas ruas e hospitais precisa melhorar absurdos. Tem um povo que se acha, e te olha de cima, mas têm os que olham nos olhos e desses faço questão!
Luz, água, diversão e saúde o ano todo. Não posso reclamar.
E quanta água hein?
Chuva sem traumas, sem medo da volta pra casa. Abençoada, grossa, abundante. Lavei a alma.
A torre da igreja, vejo da sacada. 12 badaladas, cheiro de bolo de quermesse.
Sim, também tivemos crise. Foi feia! É feia! De arrepiar!
Deu trabalho trabalhar.
Trabalho que vi pessoas perderem.
Tapa na cara todos os dias. Soco no estômago, nó na garganta.
Euforia, decepção, equilíbrio, explosão. Montanha-russa. Intensidade na potência máxima de um alto-falante. E quase ensurdeci. Quase!
Egos ao chão. Leões, mortos aos montes, um por dia.
Turbilhões contraditórios pra uma calmaria de interior.
Diante do Sol, gratidão! No ar-condicionado, só eu sei!
Mas valeu o sorrir e respirar melhor de um filho. O marido sentado à mesa.
A agenda lotada de encontros e festas e a porta aberta às novas energias!
Valeu cantar com Elton John, rever amigos, abraçar pessoas mesmo na hora errada, receber apoio e surpresas da família.
Finzico de ano com o ombro cansado de ser leve fazendo piada, mas grata pela oportunidade em tentar.
E a primeira ondinha de 2016 vai pra você. Obrigada Itu!! Por todos os seus exageros!
Adeus trânsito, metrô, enchente, violência. Olá qualidade de vida!
Dois minutos do trabalho pra casa, quem não quer?
Apê ensolarado.
Gatos felizes com passarinhos, grilos, louva-deus e lagartixas à disposição.
Praças, árvores, bicicleta. Avenidas com atletas correndo. Fim de tarde com açaí. Filho amando tudo.
Pessoas nas portas das casas, proseiam, sem pressa. Um bom dia a cada passo que dou. São esses “estranhos”, desconhecidos que nunca me viram, responsáveis pelo meu conforto. Mal sabem, num simples aceno de cabeça, o bem que me fazem.
Me pego saindo agitada do trabalho, cruzo um cara com facão e mal percebo a gentileza a me oferecer, neuras paulistanas.
Taxistas me pedem calma. “Vamos chegar em 3 minutos”. Não desacelerei ainda.
Traçar rota no waze beira o ridículo, 5 minutos a maior das distâncias.
O trânsito tem 4 carros.
O pôr do sol é rosa. O gato é o mais belo da cidade!
Na porta de casa, passa o caminhão de lixo, o de produto de limpeza, das verduras e frutas. E também o churros, a pamonha, o sacolé, a tapioca e o moço com a Bíblia.
Amigos, já tenho tantos. Na escola, na rua, no prédio, no cabeleireiro. Os de infância, do coração também estão aqui, e me acolhem, me guiam, me acalmam.
A “venda” vende fiado. Anota no caderno, confia mais na palavra que no cartão.
O moço do shopping entrega terno delivery. O da imobiliária vira amigo de face. Na padaria já sabem do que gosto e me chamam de Cris e o japa do hortifruti sempre avisa quando a manga tá madura. O motorista da rodoviária muda o caminho e deixa na porta do trabalho, pra fazer um “agradin”. As mães da escola sempre a postos, me salvam das febres e imprevistos de Lucas. Há tempos não ouvia: “precisando, me chama!” que sei, é de uma verdade do coração.
A tia da perua dá balas toda sexta e a da portaria cuida dele enquanto desço.
Lucas tá “falanu, cumenu e sabenu tudo de interioooooooooorrrrrrrrrrr”. “Moro no Itu”, lá onde acabam os prédios da estrada - diz ele.
Solidão? Não dá tempo, com 10 grupos no whats, cafés da tarde, buffets infantis e muita piscina.
Dieta também não dá.
Ok, não tem a melhor pizza, mas tem pão de bolinha, nem vida noturna, mas tem happy às quartas. A infra nas ruas e hospitais precisa melhorar absurdos. Tem um povo que se acha, e te olha de cima, mas têm os que olham nos olhos e desses faço questão!
Luz, água, diversão e saúde o ano todo. Não posso reclamar.
E quanta água hein?
Chuva sem traumas, sem medo da volta pra casa. Abençoada, grossa, abundante. Lavei a alma.
A torre da igreja, vejo da sacada. 12 badaladas, cheiro de bolo de quermesse.
Sim, também tivemos crise. Foi feia! É feia! De arrepiar!
Deu trabalho trabalhar.
Trabalho que vi pessoas perderem.
Tapa na cara todos os dias. Soco no estômago, nó na garganta.
Euforia, decepção, equilíbrio, explosão. Montanha-russa. Intensidade na potência máxima de um alto-falante. E quase ensurdeci. Quase!
Egos ao chão. Leões, mortos aos montes, um por dia.
Turbilhões contraditórios pra uma calmaria de interior.
Diante do Sol, gratidão! No ar-condicionado, só eu sei!
Mas valeu o sorrir e respirar melhor de um filho. O marido sentado à mesa.
A agenda lotada de encontros e festas e a porta aberta às novas energias!
Valeu cantar com Elton John, rever amigos, abraçar pessoas mesmo na hora errada, receber apoio e surpresas da família.
Finzico de ano com o ombro cansado de ser leve fazendo piada, mas grata pela oportunidade em tentar.
E a primeira ondinha de 2016 vai pra você. Obrigada Itu!! Por todos os seus exageros!
LÁ MAIOR
Turbilhão de emoções, sensações e memórias jorraram queném tsunami depois desses shows.
Fechei os olhos e me vi em 1986 - Sala de casa, tapete arrastado de lado....Rádio Cidade. REC pausado pra gravar a música desde o começo. Horas tentando. Mais horas escutando e dançando feito louca em frente ao espelho. Cara magra, gambitos finos, espinha no queixo, aparelho nos dentes. Conflitos externos, internos. Será que vou pro Rancho Ranieri?
Um cheiro de bolacha Mirabell, daquelas pequenininhas, depois Buballoo de morango. Laquê na franja, saia balonê, pogobol com a molecada do prédio.
Coração disparado pela ansiedade da festa com dança da vassoura. No colégio, a disputa pela arquibancada, só pra ver os meninos jogando. Com camisa e sem camisa. Moleton da Benetton na cintura, a bedel louca mandando tirar. Barulho dos estojos rosas, com 500 divisórias (minhas miga quarentona vão pirar nessa parte). Canetas perfumadas, pastas de papéis de carta embaixo daquelas carteiras verdes com buraco. Bafo no recreio, lanche do Seu Nilo, sorvete de groselha na saída. Paradinha nos estudos pra Sessão da tarde: Curtindo a vida adoidado, os Goonies, a Garota de Rosa Shocking. Como eu quis aquele vestido!
Em Wembley, Freddie Mercury fazia o coro épico de “Love of my life”.
Presente de aniversário era vinil e K-7. Uma explosão de coisas boas: Bon Jovi, R.E.M, Madonna, Cindi Lauper, Van Halen, Black Sabbath, Roxette...Kid Abelha, Legião, Paralamas, Engenheiros do Havaí, mas o que me doía era Astronautas de Mármore. Nunca entendi o lance do Machado pra quebrar o gelo, mas baixava a minha cabeça pra tudo com 17 anos...
Uma vontade louca de ganhar a tesourinha do Mickey, comprar Baton, ter o 1º sutiã.
Propaganda da Faber Castell com todos aqueles traços virando desenhos animados.
Ahhhhh que delícia e que dor essa época. Tudo traduzido em cifras.
Ser SUPERFANTÁSTICO com Balão Mágico. Beijinho, beijinho, tchau, tchau, era Xuxa sumindo na nave. Histórias de um sítio do Pica-Pau amarelo: “Tchurutchutchutchutchutchutchu”...
Desastre da Challenger. Todos os astronautas mortos em 7 segundos de decolagem. Nada de som na subida no letreiro do JN.
Embalando a tristeza, a esperança pós ditadura, enterrava-se no luto por Tancredo Neves, e Coração de Estudante virava hino pelas ruas. Era o Brasil “querendo falar alguma coisa”.
Aulas incessantes de Ballet: “sur les pointes”, pliè, petit battement tendu, em dehors, em dedans...ensaio pra ser Cisne, e um dramático Tchaikovsky ao piano.
Final de semana no sítio regido pelos clássicos do Seu Carlos e agudos de Berenice e Teixeirinha. Churrasco bom chimarrão, fandango, trago e mulher...
Às 18h, religiosamente, a pontinha da agulha tocava no vinil, alertando os primeiros acordes de Ave Maria, de Gounod. Jogo de taco interrompido até a última revoada dos pombos. Cantigas de roda, brincadeiras cantadas. “Um homem bateu em minha porta e eu a-bri”...falta de ar, pulando corda.
3 minutos...e me transportei pra mais de 30 anos.
Todos os seus cheiros, gostos e nostalgias estavam lá.
Muito mais do que um lá maior é descobrir que a vida tem trilha sonora.
Certeza de um tempo que nunca DESCOLORIRÁ!
Fechei os olhos e me vi em 1986 - Sala de casa, tapete arrastado de lado....Rádio Cidade. REC pausado pra gravar a música desde o começo. Horas tentando. Mais horas escutando e dançando feito louca em frente ao espelho. Cara magra, gambitos finos, espinha no queixo, aparelho nos dentes. Conflitos externos, internos. Será que vou pro Rancho Ranieri?
Um cheiro de bolacha Mirabell, daquelas pequenininhas, depois Buballoo de morango. Laquê na franja, saia balonê, pogobol com a molecada do prédio.
Coração disparado pela ansiedade da festa com dança da vassoura. No colégio, a disputa pela arquibancada, só pra ver os meninos jogando. Com camisa e sem camisa. Moleton da Benetton na cintura, a bedel louca mandando tirar. Barulho dos estojos rosas, com 500 divisórias (minhas miga quarentona vão pirar nessa parte). Canetas perfumadas, pastas de papéis de carta embaixo daquelas carteiras verdes com buraco. Bafo no recreio, lanche do Seu Nilo, sorvete de groselha na saída. Paradinha nos estudos pra Sessão da tarde: Curtindo a vida adoidado, os Goonies, a Garota de Rosa Shocking. Como eu quis aquele vestido!
Em Wembley, Freddie Mercury fazia o coro épico de “Love of my life”.
Presente de aniversário era vinil e K-7. Uma explosão de coisas boas: Bon Jovi, R.E.M, Madonna, Cindi Lauper, Van Halen, Black Sabbath, Roxette...Kid Abelha, Legião, Paralamas, Engenheiros do Havaí, mas o que me doía era Astronautas de Mármore. Nunca entendi o lance do Machado pra quebrar o gelo, mas baixava a minha cabeça pra tudo com 17 anos...
Uma vontade louca de ganhar a tesourinha do Mickey, comprar Baton, ter o 1º sutiã.
Propaganda da Faber Castell com todos aqueles traços virando desenhos animados.
Ahhhhh que delícia e que dor essa época. Tudo traduzido em cifras.
Ser SUPERFANTÁSTICO com Balão Mágico. Beijinho, beijinho, tchau, tchau, era Xuxa sumindo na nave. Histórias de um sítio do Pica-Pau amarelo: “Tchurutchutchutchutchutchutchu”...
Desastre da Challenger. Todos os astronautas mortos em 7 segundos de decolagem. Nada de som na subida no letreiro do JN.
Embalando a tristeza, a esperança pós ditadura, enterrava-se no luto por Tancredo Neves, e Coração de Estudante virava hino pelas ruas. Era o Brasil “querendo falar alguma coisa”.
Aulas incessantes de Ballet: “sur les pointes”, pliè, petit battement tendu, em dehors, em dedans...ensaio pra ser Cisne, e um dramático Tchaikovsky ao piano.
Final de semana no sítio regido pelos clássicos do Seu Carlos e agudos de Berenice e Teixeirinha. Churrasco bom chimarrão, fandango, trago e mulher...
Às 18h, religiosamente, a pontinha da agulha tocava no vinil, alertando os primeiros acordes de Ave Maria, de Gounod. Jogo de taco interrompido até a última revoada dos pombos. Cantigas de roda, brincadeiras cantadas. “Um homem bateu em minha porta e eu a-bri”...falta de ar, pulando corda.
3 minutos...e me transportei pra mais de 30 anos.
Todos os seus cheiros, gostos e nostalgias estavam lá.
Muito mais do que um lá maior é descobrir que a vida tem trilha sonora.
Certeza de um tempo que nunca DESCOLORIRÁ!
MANIAS
Haaaaaaaaaaaaja paciência pra lidar com minhas mini manias. Diogo tenho pena de você, mininu!
Primeiro que tudo tem lista: mercado, rotina de escola, evento, dia da faxinex, visita familiar. Sempre tem um caderninho, uma canetinha e uns numerozinhos.
Aí a gente acorda, acorda porque colocou 2 celulares, despertador e o sleep da TV pras 6h30. O que não adianta necas, porque a pessoa é tão bitolada que acorda antes, aí o saco é desligar um por um...e vem a parte ordem das coisas: banho, tetê, deseinho matinal, uniforme, não saio de casa sem camas arrumadas, louça lavada, areia dos gatos limpa, lixo entregue. Confiro portas, janelas e fogão desligado. Entro no elevador e … volto, claro! Pra checar de novo. Sei lá, tem uma coisinha de dúvida que me azucrina o dia se não der um repeteco. Uuuuuuffff....tudo ok, posso sair.
No trabalho, mesma coisa...listinhas, cadernos, 3 agendas. Beleza mundo moderno!! Temos nuvem, drive, agenda no Google e Outlook, but, sou do tempo do papel...não sossego enquanto a caixa de entrada, spam e rascunho não estiverem zeradas.....sem nenhum numerinho, libero endorfina quando o negrito some. Whats e Skype piscando também me irritam.... Leio e releio e-mails que enviei até uma semana antes, pra passar um pente fino. Paúra de esquecer alguma tarefa ou não saber o que me perguntam, (virginianos são ridículos!). Tento fazer na hora o que pedem (tomo no cu porque acostumo mal a galera, mas não tem jeito......é melhor tirar da frente do que acumular). Parei com a história de ligar na escola pra ver se Lucas almoçou e tá bem...parei marromenos, né? Levo celular pro almoço e se cair e-mail de trabalho, respondo. Voltar pra casa, antes era mais agoniante, porque tinha o metrô, a chuva, a manifestação e uma corrida louca contra o tempo. Agora, chego em 3 minutos, ou seja, tempo pra mais manias tipo arrumar a geladeira, tira tudo e põe de novo, sentada no chão. Pós 18h: banho, jantar e desenho milimetricamente calculados, lancheira e agenda conferidas na hora da chegada. O simples fato de tentar deixar pra depois me angustia. Enfilero pão, requeijão, fruta e toddynho tudo em linha de produção, pra facilitar o lanche da semana. Assumo, sou maluca, gente. Não vai levar a nada, mas a consciência minha comigo mesma fica de boa. E se um gato some de vista?? Não sossego até achar - “vai ver foi pra balada, daqui a pouco volta”. Fico possuída com ironias do marido. Os meus são mestres no desaparecimento, Quindim tem 13kg, é amarelo, mas tem o dom de virar fumaça! Filho dorme (aleluia). Puxadinha na cama de baixo pro bonito não se estabacar no chão, beijinho na testa, contemplação de mãe e aquela agradecidinha básica ao papai do céu por estar tudo na paz (obrigada!! obrigada!! obrigada!!) 3 vezes pra garantir. Tem as neuras das portas abertas dos guarda-roupas (f-e-c-h-o-t-o-d-a-s-a-s-n-o-i-t-e-s), os tapetinhos tortos do banheiro, o vaso de flor na sala, o chinelo do Diogo no meio da casa....aaaaaaaaarggggggggttttttttttthhhhhhhh, odeio esse chinelo. As próximas listas e tarefas, respostas aos 208 grupos de whats, o fechar das janelas e cortinas, 4 tetês, com a mesma quantidade de Nescau e leite. Outra coisa imbeci: devolver em 5 segundos o que peguei no lugar. Exemplo: pote de arroz do armário nunca jamais vai estacionar em outro lugar por muito tempo. Olhadas no relógio de meia em meia hora, varal e máquina de lavar zerados. Assistir 3 canais ao mesmo tempo, desligar a TV no modelo Sinal a Cabo, um senta e levanta pra ver se Lucas tá respirando, intercaladas pelas descargas que teimo em dar toda vez que passo pelo banheiro. Última bisoiada na casa, zumbi, fantasma, vai que né? E na minha mira, um incrédulo marido se pergunta: “porque não pára quieta, santo Deus?” Fico me imaginando dirigindo....vou ajeitar 50 vezes o retrovisor....Olha, poderia morrer louca listando e listando todas as insanidades que faço, ao invés de simplesmente relaxar e desencanar. Nasci assim, pilhada, neurótica, esquisita, e vou fazer 40, afffffff. Quem guenta?
Primeiro que tudo tem lista: mercado, rotina de escola, evento, dia da faxinex, visita familiar. Sempre tem um caderninho, uma canetinha e uns numerozinhos.
Aí a gente acorda, acorda porque colocou 2 celulares, despertador e o sleep da TV pras 6h30. O que não adianta necas, porque a pessoa é tão bitolada que acorda antes, aí o saco é desligar um por um...e vem a parte ordem das coisas: banho, tetê, deseinho matinal, uniforme, não saio de casa sem camas arrumadas, louça lavada, areia dos gatos limpa, lixo entregue. Confiro portas, janelas e fogão desligado. Entro no elevador e … volto, claro! Pra checar de novo. Sei lá, tem uma coisinha de dúvida que me azucrina o dia se não der um repeteco. Uuuuuuffff....tudo ok, posso sair.
No trabalho, mesma coisa...listinhas, cadernos, 3 agendas. Beleza mundo moderno!! Temos nuvem, drive, agenda no Google e Outlook, but, sou do tempo do papel...não sossego enquanto a caixa de entrada, spam e rascunho não estiverem zeradas.....sem nenhum numerinho, libero endorfina quando o negrito some. Whats e Skype piscando também me irritam.... Leio e releio e-mails que enviei até uma semana antes, pra passar um pente fino. Paúra de esquecer alguma tarefa ou não saber o que me perguntam, (virginianos são ridículos!). Tento fazer na hora o que pedem (tomo no cu porque acostumo mal a galera, mas não tem jeito......é melhor tirar da frente do que acumular). Parei com a história de ligar na escola pra ver se Lucas almoçou e tá bem...parei marromenos, né? Levo celular pro almoço e se cair e-mail de trabalho, respondo. Voltar pra casa, antes era mais agoniante, porque tinha o metrô, a chuva, a manifestação e uma corrida louca contra o tempo. Agora, chego em 3 minutos, ou seja, tempo pra mais manias tipo arrumar a geladeira, tira tudo e põe de novo, sentada no chão. Pós 18h: banho, jantar e desenho milimetricamente calculados, lancheira e agenda conferidas na hora da chegada. O simples fato de tentar deixar pra depois me angustia. Enfilero pão, requeijão, fruta e toddynho tudo em linha de produção, pra facilitar o lanche da semana. Assumo, sou maluca, gente. Não vai levar a nada, mas a consciência minha comigo mesma fica de boa. E se um gato some de vista?? Não sossego até achar - “vai ver foi pra balada, daqui a pouco volta”. Fico possuída com ironias do marido. Os meus são mestres no desaparecimento, Quindim tem 13kg, é amarelo, mas tem o dom de virar fumaça! Filho dorme (aleluia). Puxadinha na cama de baixo pro bonito não se estabacar no chão, beijinho na testa, contemplação de mãe e aquela agradecidinha básica ao papai do céu por estar tudo na paz (obrigada!! obrigada!! obrigada!!) 3 vezes pra garantir. Tem as neuras das portas abertas dos guarda-roupas (f-e-c-h-o-t-o-d-a-s-a-s-n-o-i-t-e-s), os tapetinhos tortos do banheiro, o vaso de flor na sala, o chinelo do Diogo no meio da casa....aaaaaaaaarggggggggttttttttttthhhhhhhh, odeio esse chinelo. As próximas listas e tarefas, respostas aos 208 grupos de whats, o fechar das janelas e cortinas, 4 tetês, com a mesma quantidade de Nescau e leite. Outra coisa imbeci: devolver em 5 segundos o que peguei no lugar. Exemplo: pote de arroz do armário nunca jamais vai estacionar em outro lugar por muito tempo. Olhadas no relógio de meia em meia hora, varal e máquina de lavar zerados. Assistir 3 canais ao mesmo tempo, desligar a TV no modelo Sinal a Cabo, um senta e levanta pra ver se Lucas tá respirando, intercaladas pelas descargas que teimo em dar toda vez que passo pelo banheiro. Última bisoiada na casa, zumbi, fantasma, vai que né? E na minha mira, um incrédulo marido se pergunta: “porque não pára quieta, santo Deus?” Fico me imaginando dirigindo....vou ajeitar 50 vezes o retrovisor....Olha, poderia morrer louca listando e listando todas as insanidades que faço, ao invés de simplesmente relaxar e desencanar. Nasci assim, pilhada, neurótica, esquisita, e vou fazer 40, afffffff. Quem guenta?
TEORIA DO MERTHIOLATE
"Na minha infância, as crianças eram mais calmas. Sabe pq? Porque o Merthiolate ardia muito. As crianças de vez em quando deixavam de fazer merda pensando no Merthiolate. O Merthiolate tinha uma função pedagógica. O Merthiolate também tinha uma função psicológica. Porque aquele ardor dava a impressão de que os micróbios estavam sendo mortos. Você acreditava que de fato estava curando. Mercurio Cromo não ardia, então dava a sensação que curava menos. Quando o Merthiolate encostava na ferida, você sentia que ali tinha virado um grande campo de batalha. Você sentia o ardor da guerra. E quando o ardor passava é porque a gente tinha conseguido vencer o mal. Além do fator pedagógico e psicológico, o Merthiolate também tinha um apelo maternal. Porque a única coisa capaz de amenizar o sofrimento do Merthiolate eram as micropartículas de saliva materna. Quando a mãe soprava na ferida, o sofrimento magicamente reduzia. Além do fator pedagógico, psicológico e maternal, o Merthiolate também tinha uma função de geolocalização. Porque o ardor servia como sinalização se o Merhtiolate tinha sido de fato colocado no local correto. Se não ardesse, é porque não colocou direito. O Merthiolate era o GPS da ferida. Além do fator pedagógico, psicológico, maternal e de geolocalização, o Merthiolate também teve um impacto na personalidade das pessoas. O ardor incrível do Merthiolate moldou a personalidade da geração de crianças dos anos 80. As crianças desde cedo se acostumaram a ser homem, engolir choro, aguentar dor.. Hoje em dia.... o Merthiolate não arde mais! Por isso essa geração emo, tudo cheio de frescura, onde tudo dói e todos choram por qualquer coisa…"
quarta-feira, 2 de março de 2016
MEDOS
Medo? Ahhh tenho vários, mas nunca cheguei a comentar com ninguém. Além dos básicos como morrer, ficar doente, acontecer algo com o filho, altura, rato, escuro, dentista, avião, tenho uns bem curiosos: 1. Na infância eu morria de medo do olho verde arregalado do meu pai. 2. Um pouco maior eu tinha medo de zumbi no armário e fantasma embaixo da cama (acho que tenho até hoje). 3. Desde a adolescência morro de medo da Araci que vende TopTherm. 4. Romilso, o moço que me dá esporro do lixo, é um clássico do terror após às 18h. Dar opinião demais e falar mais que a boca? (medo sem fim). 5. Dirigir pra mim, é mais que medo. Pavor! Paúra! Síndrome do pânico! 6. Filme de terror eu só vejo com luz acesa e 3 dedos escondendo o rosto. Abro o olho devagarinho, mas não encaro quando a música sobe. 7. E entrevista de ex BBB? Mais vergonha que medo. Embora eu assuma e levante a bandeira que assisto, tenho senso de realidade, né? Medo da faxinex faltar e acumular 2kg de roupa pra passar. 8. o Seu Madruga do Programa do Serginho Groisman me dá medo e não fico à vontade com a Zileide Silva (de óculos) apresentando o Jornal Hoje. Medo que ela fique 2 minutos tentando achar o TP e gagueje... 9. O moço que vende alho no farol, também me dá nos nervos, porque ele já me jogou uma réstia dentro do carro pra forçar a venda. O farol abriu e eu não consegui devolver!!!! E o Farofino do América?? Meeeeedo de taaaaaaaaanto caramelo!!!! 10. Metrô quebrar ou tumulto na Sé, são os medos de toda sexta-feira, que eu sempre acho que a tia da perua vai levar o Lucas pra casa dela, porque eu nunca vou conseguir chegar a tempo. E de não entrar na calça jeans nova. 11. Aranha no sapato é outro surto meu. Sempre, sempre, seeeeeeempre acho que tem uma cabeluda dentro da bota. E se a Valeska Popozuda concorrer a um Grammy? #Meda 12. Sequestro relâmpago? Quem não tem, né? “Me mata, mas num me leva!!” É a minha frase estudada pro meliante. 13. Medo de fim de mês, de e-mail de trabalho depois das 20h, de faltar luz e eu não ter vela (porque lanterna eu não tenho meeeeeesmo). Medo de fogão, forno, panela e tudo que faça comida. 14. Medinho de engravidar de novo (e não me julguem!!! Não quero mesmo pronto acabou!). De ficar presa com algum coreano do meu prédio no elevador, não pelo coreano, mas pelo idioma. Como que a gente ia conversar pra passar o tempo? “Iiiii, iiiooooooou, uuuui, xiiiii”?? E o Google tradutor não ia funcionar...certeza!! 15. Medo de não ter táxi na volta da balada que é na PQP. De pegar erro de português cabeludo, tipo de amiga do coração e não poder corrigir. 16. Não ando em montanha russa (nem Encantada). Medo de despencar dali e de vomitar. Ahhhhh, vomitar dá um medo enorme, só de pensar na sensação já choro. E o look do dia da Lala Rudge? Pai do Céu, medo diiiiiivo eterno daquele monte de renda e enquanto tá todo mundo informal! 17. Medo de telefone tocar às 3 da manhã com notícia ruim. Medo de quem não entende meus posts. De alguém dançar aquelas dancinhas esquisitas nas festas de fim de ano na empresa e eu não poder esboçar reação... 18. Medo de dar a louca no Zuckerberg e ele tirar o Face do ar, aaaaaaaaai gentchy??? Já pensou?? Bate na madeira e isooooola!!! 19. Medo dos nóia da Craco me perseguirem até o metrô. Equivale até a medo de zumbi...Medo de intolerância e arrogância. Aí já é ódio mesmo... 20. Medo de ver foto do passado e lembrar que eu usei calça clochard. Pulseira de cordão neon e gel new age no cabelo. E também tive mullet queném o Xororó...
COTIDIANO
E enquanto a Thássia Naves posta o primeiro look do dia no Instagram, você já acordou 30 vezes mais cedo, trocou seu filho, deu café da manhã, fez a mochila de lanche e despachou pra escola. Tomou banho, ficou olhando pras suas roupas "fashion" imaginando uma produça que combine com a Craco e se meteu numa condução rumo ao ganha pão. Não sei o que é trânsito, não dirijo, mas vamos igualar o teorema: Encoxada no metrô = 2h na Marginal. Aí a gente pula a parte trabalho porque são 8h de adrenalina có emoção, uns dias calmos, outros querendo matar e morrer tudo ao mesmo tempo. Na volta pra casa, uma blogueira fitness retardada tá lá torneando glúteo há hooooras na academia e você, fazendo o que? Primeiro se sentindo culpada por não estar se cuidando igual aquela vaca, mas aí você olha pra lista do mercado e volta trabalhada no bíceps com sacola, bolsa, casaco, chave, crachá da portaria (siiiiim agora pra entrar no prédio além de 2 gaiolas, passo por um portão de vidro e uma catraca – Me sentindo na facuuuuuuu!!uhuuuuu), aaaaannnnnnnnnd claaaaaaro aquela paradinha de sempre quando o porteiro quer falar algo super importante do tipo “Dona Cris, sióra vai taí hoje umas 11 da noite em casa?? “Não, meu filho! Essa hora tenho aula de forró"!!!! Plena 5ª feira!!!” Isso é pergunta?" Ahhhhhh péga as currespondenças", avisa o fanfarrão! Enfim você entra em casa queném polvo com 20 coisas em cada mão e com o pé empurra a porta pros gatinhos não fugirem. Lembra da pia de louça do café e solta alto o décimo palavrão do dia: “ahhhhhhhhhhhh potaqueparillllllllllllll!!!!! E a malhação é intensa! 30 minutos livres!!! É essa sua meta diária até a perua anunciar que seu filho tá chegando com a corrrrrrrrda toda! Então vai lá, minha feeeelha!! Troca a roupa de cama, lava a louça do café, estende o que tá na máquina (siiiiiiiim, porque as roupas não sobem pro varal, com pó de Pirlimpimpim!!!!), leva o lixo antes das 18h, senão Romilso te come viva, dá uma geral nos banheiros, bate as toalhas, prepara o pijama do pequeno, tira o jantar, varridinha básica e um lustra móveis (porque a gente tem que ter Toc completo, né?), o circuito trifásico felino: comida, água, areia limpa. Conferida na secretária eletrônica (Pra variar só o Itaú e o Sem Parar, insistindo que você deve milhões)... Horários M-I-L-I-M-E-T-R-I-C-A-M-E-N-T-E cronometrados. E chega “El Terror de la Mueca”. Coacorrrrrrdaaaaaaaaaaaatoooooooooda!! Aí ferrou porque a gente trabalha agachamento, aliás post exclusivo sobre isso já até fiz num tal de senta e levanta e dança o Peixonauta e põe DVD e canta Lerigooooooooooooou e cola figurinha da Peppa e no meio de tudo isso tenta dar banho, comida e consulta agenda da escola pra ver se o Gremlin comeu a porra da frutinha e não mordeu ninguém. Quase 10 da noite e você no meio desse fuá tem fôlego pra curtidas no face, fofocas inbox, 12 ligações familiares (geralmente na hora do pico da loucura, goxxxxxtoso!), passa pelo Instagram e olha aquele monte de lugar gostosinho e prato de comida bacana (e pensa no macarrão delícia com salsicha que vc comeu), fuça no Uol pra ver as news, perde no assunto Esporte pro Perguntados (Odeio Esportes!!) e como é muito gente fina ainda manda umas vidas no Candy pros amigos viciados, tenta dar uma relaxada com a Luisa e o Laerte. Afffffffff, melhor lavar louça do jantar, né? E o Grand finale, claaaaaaaaaaaro é a hora de dormir. Aquela hora que você tá zonza, caindo pelas tabelas mas seu filho ainda acha cedo e pede mais 4 desenhos. "Só quatlo, mamãe!!" Você culpada, deixa, óbvio! Seu marido chega todo "felizinho", pergunta como foi seu dia..., se vc já pensou em quando vamos dar um irmãozinho pro Lucas...:( vc olha pra ele com uma preguiiiiiiiiiça e só pensa no comercial das facas Guinso. As horas passam, passam rápido, você olha pro celular, que já tocou a soneca 4 vezes, olha pro uniforme da escola do filho, a pia parece que produziu louça de madrugada, a casa com pó, os gatos famintos, as toalhas reviradas, a cama por arrumar, uma certa música de Chico ecoa na cabeça... e você se olha no espelho... curiosa pra saber qual o look do dia da Thássia!!
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